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Calendário de Eventos

Sexta-feira, 04 de agosto de 2017

10 am às 8 pm - Abertura da Bike Expo Conservatória e entrega dos kits de corrida que o tornam elegível a participar do GFNY Brasil.

Sábado, 05 de agosto 2017

10 am às 8 pm - Abertura da Bike Expo Conservatória e entrega dos kits de corrida que o tornam elegível a participar do GFNY Brasil.

Domingo, 06 de agosto 2017

5 am - Abertura dos currais no local de largada.

6:15 am - Fechamento dos currais no local de largada.

7 am - Largada do GFNY Brasil.

12 pm - Início da Pasta Party.

3 pm - Cerimônia de Premiação.

5 pm - Encerramento do Evento.


Endereços:

Largada e Chegada: Rua das Flores (RJ-137), em frente a Maria Fumaça, Conservatória.

Bike Expo: Rua Monsenhor Paschoal Librelotto - Escola Municipal Maria Medianeira, Conservatória.

Pasta Party: Praça da Igreja Matriz - Conservatória.

 

Conservatória

Conservatória, no Rio de Janeiro, é uma das cidades que compõe a histórica região do Vale do Café. Em 2017, ela receberá o GFNY Brasil, uma das maiores e mais importantes provas de ciclismo amador no mundo.

A cidade foi escolhida por oferecer as melhores condições para a prática deste esporte, tendo a segurança de suas estradas, importância fundamental, além da beleza deslumbrante de suas serras.

Localizado no Vale do Paraíba Sul Fluminense, o Vale do Café é a denominação turística da região, que tinha no grão a sua principal fonte de renda no século XIX. Naquela época, a região produzia 75% do café consumido no mundo, garantindo ao Brasil a liderança mundial na produção e exportação do produto. Os municípios de Vassouras, Valença, Rio das Flores, Barra do Piraí, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Mendes, Paty do Alferes, Miguel Pereira, Paraíba do Sul e alguns distritos como Ipiabas e Conservatória, que pertencem a Barra do Piraí e Valença, respectivamente, se destacam por ainda preservarem o casario antigo, igrejas, estradas e fazendas que pertenceram aos famosos barões do café, um importante capítulo da história do Brasil Imperial.

O Vale do Café, com seu potencial turístico voltado para a história e a cultura, encanta um número cada vez maior de visitantes, com a possibilidade de uma viagem ao passado. Entretanto, todo o Vale do Paraíba ficou marcado, durante muitos anos, como uma região falida, remanescente de uma sociedade escravocrata e que promoveu a derrubada maciça da Mata Atlântica para o plantio do café. Porém, essa mesma sociedade, no século XIX, projetou o Brasil no cenário mundial como o maior produtor e exportador do grão no mundo.

O ciclo do café, apesar de menos comentado que o do ouro, foi bastante representativo, e trouxe para o Brasil um grande desenvolvimento econômico. O dinheiro da comercialização do produto possibilitou investimento em infraestrutura, como por exemplo, a construção de ferrovias e a instalação de iluminação pública, sem contar as fazendas históricas construídas pelos nobres da região, verdadeiros “Palácios Rurais”. À medida que as famílias cafeeiras ganhavam dinheiro com o café, importavam o luxo que a Europa, principalmente a França, tinha a vender na época. Esse legado histórico e econômico, a despeito de qualquer posição política, merece todo o nosso respeito e, sobretudo, o orgulho de nós, brasileiros.

Hoje, a região também aposta fortemente no esporte, especialmente no ciclismo, recebendo todos os anos as mais importantes competições, como a Copa Rio de Janeiro e o Tour do Rio.

Sobre a cidade:

O nome Conservatória tem origem em Portugal e se refere a um tipo de cartório de registro de populações. A princípio, era chamada “Conservatória dos Índios”, o lugar onde os portugueses, que iniciaram a colonização, cadastravam os índios Araris, originários da região.

A entrada principal da cidade é marcada pelo famoso Túnel que Chora, construído, no século XIX, por mãos escravas para dar passagem à linha férrea. O túnel recebeu esse nome por possuir em seu interior uma fonte que corre água pura, chamada Fonte da Saudade.

O casario, erguido na mesma época em estilo colonial, foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal e oferece um colorido especial ao lugar.

O simpático distrito de Valença é conhecido como “A Cidade das Serestas”, mas também é famoso por suas serenatas. A definição de Seresta fala em “a música da paixão”. Fazer uma Seresta é reunir músicos para cantar esse tipo de repertório. Já o termo Serenata é aplicado quando a reunião de cantoria é realizada ao ar livre, sob o sereno. Na fachada da maioria das casas há uma placa que traz o nome e autoria de uma música de seresta, escolhida pelo próprio morador. Nas noites de serenatas os cantores saem pelas ruas, param diante das fachadas e tocam as músicas das placas.

Algumas fazendas históricas, da época do apogeu do café na região, estão bem próximas e tornam Conservatória um destino ainda mais interessante para se visitar, já que reúne diversas atrações históricas e culturais, além de belezas naturais incríveis.

Atrações turísticas:

Cine Centímetro – Réplica do famoso Cine Metro Tijuca, que funcionou entre 1941 e 1976, na Praça Saens Peña, no Rio de Janeiro, e abrigava até 1800 pessoas. O Centímetro, em um clima de aconchego, comporta apenas 60 espectadores. Uma ótima oportunidade para lembrar da época dos cinemas de rua. A visitação inclui exibição em película de antigos clipes e trailers da MGM.

Localização: Centro de Conservatória

Casa da Cultura – Construído no século XIX, o casarão já pertenceu às famílias do Barão Francisco Leite Ribeiro e do padre João Pedro Seabra. A casa sempre oferece exposições temporárias e permanentes. Além disso, possui um pequeno acervo de rádios e toca-discos, como um gramofone de 1910 e uma rádio-vitrola da década de 1940.

No local, há cerca de cinquenta obras do artista plástico Luis Figueiredo, que passou parte da infância na cidade. A coleção foi restaurada pela Fundação Portinari em parceria com a Secretaria Estadual de Cultura. Vários museus de arte naïf (produzida por artistas sem formação acadêmica) da Europa também possuem obras de sua autoria.

Uma curiosidade: o chafariz, da praça de baixo de Conservatória, pertencia ao apartamento de Luis Figueiredo, em Copacabana.

Um acervo do Museu da Seresta, com fotos, músicas e notícias também é mantido pela Casa da Cultura. As famosas serenatas partem de lá, nas noites de sextas e sábados.

Localização: Rua Monsenhor Paschoal Librelotto, 307

Igreja de Santo Antônio – Antes de ser erguida no local, havia uma capela, datada de 1803, toda em pau a pique e coberta de sapê. A robusta construção de paredes largas, com cerca de 1,6m de espessura, foi inaugurada em 1868.

Todos os anos, no mês de julho, a comunidade realiza a Festa de Santo Antônio.

Localização: Praça Getúlio Vargas, Centro

Serra da Beleza – O nome oficial é Serra da Taquara, mas ao apreciar o lugar, entende-se o apelido. Em uma das curvas da estrada Conservatória-Santa Isabel, há um ponto estratégico para melhor se observar uma das paisagens mais belas da região.

Locomotiva 206 – Fabricada na Filadelphia, nos Estados Unidos, e trazida para o Brasil na primeira década do século XX, a locomotiva, que remete aos tempos em que Conservatória possuía linha férrea, é parada obrigatória para fotos de recordação.

Túnel que Chora – O nome se deve a uma fonte de água pura, conhecida como Fonte da Saudade. Com 95m de extensão, 5m de largura, 3,5m de altura e calçamento em pé-de-moleque, encontra-se em estado de rocha bruta, no qual é possível verificar o trabalho de escavação feita pelos escravos.

Ponte dos Arcos – Construída para ligar duas ferrovias, com 100m de extensão e 12m de altura, foi inaugurada em 1884, na presença de Dom Pedro II.

Cachoeira da Índia – Sobre a pequena queda d'água do Balneário Municipal João Raposo, há uma escultura muito parecida com a figura de uma índia. Daí vem o apelido carinhoso. A obra, toda trabalhada em bronze, com aproximadamente cem quilos, foi criada pela artista Vilma Noel e doada a Conservatória pelo artista plástico Luis Figueiredo.

Conheça mais sobre a região: www.portalvaledocafe.com.br